| Campanha pela vida |
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Esta semana o Brasil todo teve uma grande perda. Por ser um político vi muitas pessoas se declarar indiferentes a morte de José Alencar. Acredito que cada pessoa tem sua importância, independente de sua posição social, raça, religião, etc., aquele que para você pode ser insignificante para outro pode ser um exemplo. Fiquei especialmente enlutada com o falecimento deste senhor, e vou explicar os motivos.
A minha admiração, respeito e torcida por ele, aumentaram após o ano de 2010 quando recebemos a noticia do triste diagnostico de câncer dentro da nossa casa. Minha família se desestabilizou emocionalmente, e nossa fé por vezes ficou vacilante, ao saber que minha mãe, havia descoberto que um caroço que há anos adormecia em seu seio direito havia virado um câncer. Amados, não há sensação que seja comparável com a que se sente nesta hora. Foram muitos dias sem dormir, sem fome... Sem paz!
A aparência de confiança precisava permanecer no rosto, as pessoas queriam ver isso, a minha mãe precisava disso, e como quem veste uma capa, passei muitos dias assim; falando da fé que gostaria de ter, mas que não estava sendo real naquele momento. A Fé, hoje eu sei que existe em minha vida, sei que ela me sustenta; faz-me levantar da cama quando não há motivos para tal, mas se dissesse que ela não se abala que o medo da perda não tomou dias a fio, seria mentira. Muitas vezes não dormi pensando como seria minha vida sem minha mãe. O que eu diria para Deus que o convenceria a não levá-la?
O sofrimento do tratamento é quase insuportável. Isso tudo, vi e ouvi várias vezes da boca da minha mãe, ou de seus olhos parados no tempo. Havia dias em que escutava pela casa ela implorando a misericórdia de Deus. Sentindo dores insuportáveis, enjôos constantes e as várias reações do tratamento quimioterápico. Uns dias eram melhores, outros eram piores, todos diferentes e intermináveis. Como era temido. Logo a vaidade desceu pelo ralo junto com os cabelos. Era à hora de raspar a cabeça. O peso aumentado, os cílios perdidos, tudo isso era previsível, mas não compreensível e menos inda aceitável. Ela passava noites inteiras sem dormir, gemendo de dor, em um tormento incessante. Mas, ela sempre soube, que com tudo isso, o melhor ainda era viver! Só quem viveu e quem acompanhou de perto sabe quão grande é o sofrimento de ser ter esta doença. Mas louvamos a Deus, porque sabemos e testificamos também o quanto Ele é generoso conosco, e como o seu infindável amor nos surpreende. Cada vez que via o Sr. José Alencar sorrindo e brincando; cada vez que vejo hoje, minha mãe, hoje curada pelo poder de Deus! Se recuperando da mastectomia a qual foi submetida, e levando uma vida normal, reaprendo que a lição de vida tirada desta experiência, não pode ser ignorada e nem esquecida, e sim relembrada e testemunhada. Várias lições foram tiradas desta fase de nossas vidas. Mas a principal delas foi: Amar demasiadamente e incondicionalmente nossa família. Honrá-la e zelar dela, porque família é o bem mais precioso que Deus nos concedeu. |
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Eu sempre tive um respeito muito grande por pessoas que lutam contra doenças graves (as doenças consideradas sem cura). No caso de José Alencar, me impressionava alem de sua determinação e continuar vivendo, a maneira como ele encarava a doença. Eu gostava de ver suas entrevistas, e não me acostumava com aquele largo sorriso no rosto dele. Seu semblante sempre alegre e pacifico eram estimulantes pra mim.
Não desejo jamais que alguém passe pelos dias de trevas que eu minha família passamos.














